O rede jovem que acontece no dia 21 deste mes, tem o tema "tirando as mascaras", com base no texto de II co. 3:18 - " E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a gloria do Senhor, somos transformados, de gloria em gloria, na sua propria imagem, como pelo Senhor, o Espirito."

Paulo nos diz nesse versículo e no decorrer do capitulo que não precisamos nos esconder, tentando mostra quem nos não somos.
Todos nós com o rosto desvendado. É assim que Paulo começa o verso. É clara a preocupação pela transparência do cristão. Entretanto , não pode passar sem ser notado o destaque para a gloria da aliança feita por Cristo em comparação com a aliança anterior. Essa gloria encontra-se dentre vários motivos, na sinceridade, na transparência, no exemplo que Cristo deixou, no qual devemos ser transformados. A partir do v. 13 Paulo utiliza uma fraqueza de Moises para fazer essa comparação. La diz que não somos como Moises, que punha um véu sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do que se desvanecia. Essa historia é esclarecedora sobre o assunto em questão.
Moises encontrava-se com o Senhor nos altos montes e ao voltar seu rosto tinha um brilho todo especial. Só que era um brilho passageiro, fruto do encontro, pois logo seu Rosto voltava ao normal. Então, Moises colocava um véu sobre a face para que o povo não percebesse que o brilho tinha ido embora e, assim, continuasse a achar que aquele brilho permanecia. Embora haja muito mais exemplos positivos do que negativos, na vida de Moises, essa fraqueza demonstra uma preocupação excessiva em manter uma pose que não era totalmente transparente, nem necessária. No cristianismo, Paulo diz, não precisamos desse véu que esconde, mas vivemos com o rosto desvendado.

Venha louvar e adorar a Deus conosco.
contamos com a sua presença.

Texto extraido do livro scrap para voce - " enter" em contato com a biblia todo dia.
pagina 295 - fumap


Faz parte da cultura e ética brasileira o chamado ‘jeitinho.’ Culturalmente ele é uma maneira de viver. Eticamente é um posicionamento diante do certo e do errado. O Brasil é conhecido pelo seu ‘jeitinho’ e Maria Esperança Torres o define de maneira brilhante: ‘o jeitinho brasileiro significa que não há absolutos e nem regras invioláveis. Tudo pode ser mudado na conversa, com dinheiro ou com influências.’ Foi o ‘jeitinho’ que criou figuras conhecidíssimas como a do malandro. Sociologicamente o malandro era o bandido ou o corrupto. Hoje ele é o esperto, aquele que resolve todas as coisas e consegue tudo, ainda que por meios obscuros. E, curiosamente, o malandro se transformou em um ídolo nacional, todos querem ser amigos de alguém que consiga ‘dar um jeito’ nas coisas. Em vez de malandro chamamos tais pessoas de espertos e o drama de consciência desaparece rapidamente. Aliás, chegamos a dizer que o mundo é dos ‘espertos’ e ensinamos as crianças que para vencer na vida é necessário ter ‘esperteza.’A ‘esperteza’ aqui não é sinônimo de rapidez ou inteligência mas sim de ‘jeitinho.’ Lívia Barbosa, autora do livro O Jeitinho Brasileiro – a arte de ser mais igual que os outros, diz que “tal fenômeno ocorre com todos aqui no Brasil, indistintamente e independentemente de raça, credo ou papel social. Não seria ousado dizer que no Brasil não existe aquele que já não o tenha usado.” Se Lívia estiver certa caímos em um grande problema ético: onde fica a honestidade, a retidão, a justiça, os valores morais e a dignidade diante do ‘jeitinho’? E mais: e os valores cristãos? Crente também resolve as coisas com um ‘jeitinho’?
Antes de falar no ‘jeitinho’ é bom lembrarmos de um dos atributos morais de Deus que é a justiça. A bíblia diz claramente que Deus “é justo juiz” (Salmos 7:11) e que “ ama a justiça” (Salmos 11:7; 33:5: 37:28; 99:4). Deus não admite ‘jeitinho.’ E por não admitir exige que sejamos também justos e até nos chama assim (Salmos 34:19; 37:25; 55:22; 64:10; 92:12 e outros). Como justiça e ‘jeitinho’ não combinam começamos a perceber que o cristão não pode defender e muito menos praticar atos que mesmo sendo aceitos pela sociedade acabam ferindo princípios éticos e morais. Para o cristão valem as palavras de Jesus Cristo: “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não. O que disto passar vem do maligno” (Mateus 5:37). E é exatamente aqui que esbarramos no grande impasse entre o cristianismo e o ‘jeitinho.’ Em nome do ‘jeitinho’ perdemos a referência do ‘sim’ e do ‘não.’ Queremos achar um meio termo para tudo. Não queremos desagradar ninguém. Acabamos entrando pelo campo do conveniente e do ‘politicamente correto’ e não do justo e do certo. Criamos o ‘jeitinho cristão’ que não está na bíblia e nem foi ensinado por Cristo e que tem como objetivo principal o ‘resolver as coisas’ ainda que pelos meios errados.
O Salmista entendeu que o ‘jeitinho’ não era uma opção para os servos de Deus e por isso declarou: “escolhi o caminho da fidelidade e decidi-me pelos teus juízos” (Salmos 119:30). Josué entendendo a mesma coisa deixou claro que ao servo de Deus cabe decidir entre o Senhor e os outros: “Porém, se vos parece mal servir ao SENHOR, escolhei, hoje, a quem sirvais: se aos deuses a quem serviram vossos pais que estavam dalém do Eufrates ou aos deuses dos amorreus em cuja terra habitais. Eu e a minha casa serviremos ao SENHOR” (Josué 24:15). Servos de Deus sempre precisam decidir entre Deus e o mundo e entre o certo e o errado. Não há como ficar em cima do muro e nem dar um jeitinho para agradar ambos. Tiago nos relembra as mesmas palavras de Jesus Cristo ao dizer: “Acima de tudo, porém, meus irmãos, não jureis nem pelo céu, nem pela terra, nem por qualquer outro voto; antes, seja o vosso sim sim, e o vosso não não, para não cairdes em juízo” (Tiago 5:12). Não há como escapar do sim e do não. E exatamente por esse motivo não há como fugir de realidades espirituais como o pecado, a obediência a Deus, os valores do Reino de Deus, a perdição eterna e outros temas que gostaríamos de não tratar com tanta definição. Alguns até tentam. Para diminuir o peso do pecado usam termos como ‘erro, desvio, problema.’ Para fugir da obediência alguns alegam não conhecê-la. Para desprezar os valores do Reino de Deus falam em contextualização e ‘novos tempos.’ Para escapar da perdição eterna preferem pensar em um Deus ‘tão bom que não mandaria ninguém para o inferno.’ Nada disso vale. ‘Jeitinho’ não funciona no relacionamento com Deus.
Há uma frase muito séria, de origem desconhecida, sobre a grande necessidade do Brasil. Diz o autor: “O problema do Brasil não é dos sem-terra, sem-teto, sem-camisa.
É sim, dos sem-caráter e sem-vergonha.” Aplico essas fortes palavras da seguinte maneira: precisamos de crentes que assumam os riscos de sua fé. Que obedeçam a Deus ainda que venham a perder alguma coisa com isso. Que estejam do lado dos valores do Reino de Deus e a eles se submetam. Que saibam dizer ‘sim’ ou ‘não’ e que assumam as conseqüências de seus atos, mesmo que socialmente estejam corretos. O sábio declarou em Provérbios 26:18 19: “Como o louco que lança fogo, flechas e morte, assim é o homem que engana a seu próximo e diz: Fiz isso por brincadeira.” Precisamos assumir o que falamos e mais do que isso: o que fazemos. Não há ‘jeitinho’ na vida cristã. Ou somos, ou não somos. Não há meio termo.
Não há para nós ‘jeitinho’ ainda que sejamos brasileiros. Precisamos assumir de uma vez por todas nossa fé e nosso modo de viver e pensar cristãos. Talvez seja esse um dos maiores testemunhos que poderemos dar ao mundo.

Fonte : Pastor Dr. Guilherme de Amorim Ávilla Gimenez

Uma figura que com certeza não inspira muita gente é Chapolin Colorado, o desastrado herói que sempre é chamado como salvador de causas impossíveis, quase nunca corresponde às expectativas de seus socorridos.

Seu jeito espontâneo, confuso e atrapalhado mais arranca risadas do público que realmente os deixa ansiosos por vê-lo entrar em “ação”. Com antenas de inseto que captam o sinal do inimigo e uma marreta de plástico, ele ostenta jargões como “Não contavam com minha astúcia” ou “Sigam-me os Bons”.

A verdade é que apesar de todas essas características nada heróicas ou impressionáveis, Chapolin sempre conseguiu, de uma forma ou de outra, completar suas missões. Os verdadeiros heróis, inclusive os bíblicos, não são muito diferentes dele: Seres sujeitos à erros, simples e muitas vezes confusos.

A Bíblia fala que Deus escolhe os fracos e loucos para confundir os que se acham sábios e fortes. Essa verdade eterna vem para quebrar nosso orgulho e nos mostrar que somos simples mortais, carentes e dependentes dos favores e bençãos de Deus.

Sem Ele nosso tamanho não tem significância (nem precisamos da pílula encolhedora do Ch) e nossas armas não tem poder (são como a sua marreta de plástico). Devemos assumir essa nossa condição e esperar no poder do Primeiro e Único Héroi, o Homem da Cruz.

Esse disse: “Sigam-me os maus e eu os farei novos homens”.

Fonte: Redação Escrevendo de Tudo


João 16.21 “A mulher, quando está para dar à luz, tem tristeza, porque a sua hora é chegada; mas, depois de nascido o menino, já não se lembra da aflição”
Volta e meia me pergunto o porque de tanta angústia no meio do povo de Deus. Existe uma insatisfação pessoal, uma angústia.Essa insatisfação e angústia estão relacionadas ao que Deus tem para a vida delas e não tem a ver com a relação delas com o Pai e nem tem a ver com a angústia do mundo. Essas pessoas estão literalmente “sem posição” para dormir. Fato é que existe algo para nascer. Algo para se manifestar.
A medida que os sonhos de Deus crescem dentro de nós, nosso incômodo aumenta. Eles vão crescendo como um filho dentro de nós e o resultado desse crescimento é a “falta de posição” para dormir. Essa falta de posição para dormir podemos chamar de angústia. Ninguem nasce grande, nenhum projeto , nada. Tudo tem seu tempo e sua etapa para se cumprir. Fato é que esse tipo de angústia TRAZ CRESCIMENTO.
Assim aconteceu com José, o sonhador que colocou o nome em um de seus filhos de Efraim Gn 41.52 “E o nome do segundo chamou Efraim, porque disse: Deus ME FEZ CRESCER na terra da MINHA AFLIÇÃO”.
Existe graça de Deus em meio a aflição. Mas entenda algo e espero que não pense em ser uma coisa contraditória, mas a aflição a maioria das vezes será necessária para o amadurecimento. Quando o filho está para nascer, dá sinais. A contração aumenta de uma forma impressionante. Pressão!
Se você tem passado, assim como eu por essa aflição, quero te dizer algo: É CHEGADO O TEMPO DE CONCEBER! O seu tempo de aflição está se acabando. Chegou o tempo de conceber os sonhos de Deus que foram gerados dentro de você. Não olhe a angústia como um obstáculo, mas como um caminho necessário!
Shalom

O LENÇO DOBRADO

(João 20:7)

Eu nunca havia detido minha atenção a esse detalhe...

Por que Jesus dobrou o lenço que cobria sua cabeça no sepulcro depois de sua ressurreição?

Em João 20: 7

Nos conta que aquele lenço que foi colocado sobre a face de Jesus, não foi apenas deixado de lado como os lençóis no túmulo.

A Bíblia reserva um versículo inteiro para nos contar que o lenço fora dobrado cuidadosamente e colocado na cabeceira do túmulo de pedra.

Bem cedo pela manhã de domingo, Maria Madalena foi à tumba e descobriu que a pedra havia sido removida da entrada.

Ela correu e encontrou Simão Pedro e outro discípulo, aquele que Jesus tanto amara, e disse ela: "Eles tiraram o corpo do Senhor e eu não sei para onde eles o levaram."

Pedro e o outro discípulo correram ao túmulo para ver. O outro discípulo passou à frente de Pedro e chegou lá primeiro. Ele parou e observou os lençóis, mas não entrou.

Então Simão Pedro chegou e entrou. Ele também notou os lençóis ali deixados, enquanto o lenço, que cobrira a face de Jesus, estava dobrado e colocado em um lado.

Isto é importante? Definitivamente.

Isto é significante? Sim.

Para poder entender a significância do lenço dobrado, você tem que entender um pouco a respeito da tradição Hebráica daquela época.

O lenço dobrado tem a ver com o Amo e o Servo. E todo menino Judeu conhecia a tradição.

Quando o Servo colocava a mesa de jantar para o seu Amo, ele procurava ter certeza de fazê-lo exatamente da maneira como seu Amo queria.

A mesa era colocada perfeitamente e o Servo aguardava fora da visão do Amo até que o mesmo terminasse a refeição. O Servo não se atreveria nunca em mexer na mesa antes que o Amo tivesse terminado a refeição.

Se o Amo tivesse terminado a refeição, ele se levantaria, limparia seus dedos, sua boca, limparia sua barba, embolaria seu lenço e o jogaria sobre a mesa. Naquele tempo o lenço embolado queria dizer:

"Eu terminei".

Eu não sabia a respeito...

Se o Amo se levantasse e deixasse o lenço dobrado ao lado do prato, o Servo não ousaria mexer na mesa porque o lenço, dobrado, queria dizer:

"Eu voltarei!"

Ele está voltando!

O recado nos foi dado claramente!

Esteja pronto, preparado! Deus abençoe a todos vocês que crêem!


Fonte: via email, enviado por Priscila


O artesão argentino Rubén 'Tito' Ingenieri, 47 anos, usou cerca de 6 milhões de garrafas para construir sua casa, uma oficina de arte e um farol.

Tito mora na cidade de Quilmes, a 20 minutos da principal cervejaria argentina. "Destes 6 milhões de garrafas, pelo menos 100 mil são de cerveja", disse ele à BBC Brasil.

O artesão, que não consome bebidas alcoólicas, recolheu as garrafas durante 21 anos. Elas foram encontradas na rua e doadas por moradores ou pela prefeitura local.

"Em um vídeo que fizemos para promover o museu, apareço bebendo numa garrafa de cerveja, mas é água. O que vale é a garrafa", disse.

Tito diz que a sua casa é também um museu, tendo recebido delegações do Japão, da Holanda, da Noruega e do Canadá.

"(Construir casas com garrafas) pode ser uma solução para o problema da moradia. É muito mais barato que uma casa de tijolos", afirmou.

A casa está aberta à visitação publica, com entrada gratuita. O argentino afirma que, às vezes, 40 pessoas percorrem o local ao mesmo tempo.

A casa, com pisos e escadas de madeira, tem um quarto, uma sala, uma sala de jantar, um banheiro e uma cozinha.

"É uma casa como qualquer outra, mas com mais cores e iluminação graças aos tons das garrafas", disse. Tito, que iniciou, mas não concluiu, os estudos em belas artes, se define como um "operário das artes".

Oito horas por dia
Durante os 21 anos em que recolheu as garrafas, Tito diz ter trabalhado 8 horas por dia nas construções à base de ferro, areia, cimento, madeira e uma cola para prevenir a umidade. "Soldei cada detalhe destas obras. Estou satisfeito com o resultado".

Tito é porteiro em uma escola na localidade de Bernal, a 25 minutos de Quilmes. Além da casa onde mora, ele construiu a oficina, onde ensina aos interessados o que aprendeu sozinho, e um farol de 12 metros de altura.

O artesão afirma que se mudará para o farol quando ele ficar pronto, em dois meses. "O farol também tem quarto e sala, mas com mais requinte que a casa-museu, porque é mais alto", disse.

No planos de Tito, está a construção de uma sala de cinema para os moradores locais, dentro da casa. "Quero que muitos vejam que é possível fazer tudo isso sozinho. Com estas casas seria possível resolver problemas dos sem-teto e com criatividade".


A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?

Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?

É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.

Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.

Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.

Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.

Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

Autor: Guiomar de Grammon